O que fica, o que flui e o que fala: lugares identitários no ambiente urbano

Rodrigo de Azambuja Brod1 
Jane Márcia Mazzarino2
Revista Ambiente & Sociedade, Out. 2015


Não sou um pesquisador. Minha atuação como professor universitário se relaciona muito mais com as práticas em sala de aula e com a gestão, já que também coordeno o curso de Design da universidade em que leciono. Mas durante o mestrado pude exercitar a pesquisa e a articulação teórica com algum sucesso, como a publicação deste artigo em um periódico de estrato A2, com a proposição teórica que norteou minha dissertação e dialoga humildemente com os fixos e fluxos do grande Milton Santos. 

1 Mestre em Ambiente e Desenvolvimento. Professor do Centro de Ciências Humanas e Sociais do Centro Universitário Univates. E-mail: rbrod[at]univates.br

2 Doutora em Ciências da Comunicação pela Universidade do Rio dos Sinos (Unisinos). Professora do Programa de Pós-graduação em Ambiente e Desenvolvimento e do Centro de Ciências Humanas e Sociais do Centro Universitário Univates. E-mail: janemazzarino[at]univates.br






Resumo ¶ Este trabalho tem como objetivo principal discutir a relação entre espaço e construção de identidade, tomando em análise o ambiente urbano através das práticas sociais que formam o que aqui serão chamados de lugares identitários: porções do espaço público definidas por sua significação e posição cultural, formadas a partir de processos singulares e subjetivos de codificação-decodificação e compreendidas a partir de relações sociais, fixos, fluxos e falas. A partir destes conceitos, é apresentada ao final uma proposta suplementar ao modelo de Milton Santos, associada a construção de um sistema semântico complementar aos sistemas de objetos e sistemas de ações conceituados pelo autor. Palavras-chave: Espaço Público; Ambiente Urbano; Identidade; Lugar. 

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